BRINCADEIRA DO COPO

pessoas praticando o ritual

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Um grupo de amigos, normalmente crianças ou adolescentes, senta-se em torno de uma mesa. No centro da mesa há um copo com a boca para baixo; ao redor dele pedaços de papel ou cartolina contendo as letras do alfabeto, os algarismos de 0 a 9 e as palavras “sim” e “não”. Um respeitoso silêncio se espalha pelo ambiente, entrecortado talvez por alguns risinhos nervosos, enquanto todos apóiam o dedo indicador no fundo do copo. Alguém, normalmente o mais corajoso, assume a liderança e pergunta se há um espírito presente no local. Depois de um minuto de suspense o copo começa a se mover, aparentemente sozinho, mas nunca sem os primeiros protestos: “ei, alguém está empurrando o copo!”, seguidos rapidamente de juramentos solenes (“pela minha mãe mortinha atrás da porta” costuma ser uma má idéia nessa hora) de que ninguém está trapaceando. Seja como for, o copo parece realmente se mover sozinho e percorre a mesa lentamente tocando as letras uma a uma, formando repostas para as perguntas proferidas em voz alta pelos jovens; geralmente coisas profundas como o nome do futuro namorado ou se ele ou ela está sendo traído(a).

Se você nunca participou de uma sessão como esta, certamente conhece alguém que já o fez. A “brincadeira do copo”, e suas variantes com canetas e compassos, são comuns entre os jovens, que a fazem por curiosidade, incredulidade ou simplesmente porque sentem nela o mesmo prazer de assistir a um filme de fantasmas, só que para valer. Os adeptos da religião espírita, por outro lado, não vêem nada de inocente na brincadeira e avisam que os espíritos que normalmente comparecem à sessão do copo são espíritos pouco evoluídos, zombeteiros e maldosos (os espíritos evoluídos parecem preferir outros meios de comunicação, como a psicografia). Confirmando a fama sinistra, muitas pessoas relatam histórias envolvendo desgraças dos piores tipos ocorridas com amigos de amigos que fizeram a brincadeira do copo. O livro “Copos que Andam”, escrito por um morto e psicografado pela médium Vera Lucia Marinzeck, lança mais lenha na fogueira ao narrar diversas histórias terríveis, supostamente reais, de pessoas que se envolveram com a brincadeira do copo, em especial de uma jovem levada ao suicídio.

Neste artigo descobriremos a origem da brincadeira do copo e chegaremos à explicação da ciência para o fenômeno do copo que anda. No caminho passaremos pelas raízes do espiritualismo moderno e veremos como o que era apenas um passatempo familiar no século XIX passou a ser visto como algo malígno em nossos dias.

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