A LENDA DE PENANGGALAN

Folclore Bizarro

Ilustração

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A penanggalan era uma das três criaturas vampirescas no folclore malaio ( as outras duas eram o langsuyar e o pontianak). De acordo com a tradição, originou-se de uma mulher em meio à representação do dudok bertapa, uma cerimônia de penitência. Ela estava sentada sobre um grande barril de madeira usado para armazenar o vinagre derivado da seiva da palmeira. Durante a cerimônia, um homem a encontrou e perguntou-lhe o que estava fazendo. Assustada, movimentou-se para sair e o fez com tanta força que sua cabeça se separou do corpo e, com as entranhas do estômago se arrastando atrás dela, voou para uma árvore próxima. Aquela cabeça separada, com o estômago pendurado por baixo, se tornou um espírito maligno. Aparece nos telhados das casas onde crianças estão nascendo. Produz um som estridente e tenta chegar à criança para sugar-lhe o sangue.
Escrevendo no início da década de 1800, P.J. Begbie descreveu a penanggalan como um espírito maligno que possuía uma mulher e a transformava numa feiticeira. Quando desejava viajar, separava sua cabeça do corpo e com as entranhas se arrastando atrás voava na busca de alimento em forma de sangue, tanto dos vivos quanto dos mortos. Também contou a história de um homem com duas esposas, uma com pele escura e outra com pele clara. Foi-lhe dito que ambas eram penanggalans. O homem não acreditou e para testá-las ficou de espreita certa noite, quando as viu saírem para se alimentar. Depois trocou seus corpos. Quando voltaram, elas engataram suas cabeças no corpo errado. Quando foi apresentada ao rei essa prova irrefutável de sua natureza maligna, ambas foram executadas.
Uma versão alternativa da história acreditava que a penanggalan se originava de uma mulher que estivesse usando artes mágicas e que finalmente aprendera a voar. Quando sua cabeça e seu pescoço eram separados do corpo, seus intestinos ficavam expostos, balançando, e ela se refugiava numa árvore. De lá voava de casa em casa para sugar o sangue não somente dos bebês como das mães em trabalho de parto, as folhas do jeruju ( uma espécie de cardo ) eram pendurados pela casa e os espinhos enfiados em qualquer sangue que estivesse derramado. Como era de se esperar, sangue e outros sucos pingavam dos intestinos pendurados e se alguns desses pingos atingissem uma pessoa ela ficaria doente imediatamente.

 

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