A BRINCADEIRA DA CANETA

Esta História aconteceu comigo em 1993. Eu cursava o terceiro ano do ensino médio, e na escola aprende-se de tudo um pouco. Certo dia, assisti alguns colegas fazendo o “jogo da caneta”, fui convidada  à participar, mas recusei. Chegando em casa, dentro do meu quarto, resolvi tentar me comunicar com o mundo sobrenatural. Realizei todo aquele ritual de iniciação,  esperei  alguns  instantes  e…incrível ! A caneta se movimentava ente meus dedos. Tomei coragem e comecei fazer algumas perguntas. Uma das respostas que  mais me intrigou foi  o nome da pessoa com quem eu casaria. Nesta época, eu não conhecia absolutamente ninguém com o nome que este espírito me passou. Então, em 1996, conheci esta pessoa e já estamos juntos 12 anos. As respostas eram precisas. Minhas colegas me procuravam continuamente, para obter respostas para suas perguntas. Este espírito e eu, nos tornamos grandes amigos, porém, apesar de tantos acertos, no fundo tinha algumas dúvidas. Então, resolvi perguntar a ele onde ele estava enterrado. Perguntei também, como eu poderia localizar seu túmulo. Ele, que se chamava Marcelo C…, me disse que em seu túmulo eu encontraria apenas as iniciais MC e o número 2. Contou que havia se suicidado, descreveu sua aparencia e indicou-me também o endereço onde residiu. Bom, tinha então muitas informações para comprovar sua existência. No dia seguinte, sai da escola mais cedo para ir até o cemitério. Convidei mais dois colegas para irem comigo. Chegando lá, cada um de nós procurou em direções diferentes. E…acreditem, de repente, meu colega Marcos, deu um grito dizendo que havia encontrado. Corremos até onde ele estava. Quando olhei para o túmulo e identifiquei as iniciais e o número, já não estava sentindo minhas pernas. Meu coração acelerou, e por mais incrível que pareça, o que mais eu lembro daquele momento, é de sentir uma imensa sensação de medo…pânico. Fizemos uma oração e voltamos para nossas casas. Continuamos nossas sessões durante mais alguns meses. Porém, me faltou coragem para verificar o endereço. Para mim, encontrar seu túmulo já foi de bom tamanho. Um dia, em meu quarto com minha irmã, chamamos por ele. Imediatamente ele comparecia. Mas, notei que suas respostas estavam diferentes. A forma de se expressar estava diferente. E, depois de muita insistência, o espírito que havia comparecido em seu lugar se identificou. Eu não tinha experiência nenhuma com estes fenômenos e quando ouvi algumas ameaças, quase fiz nas calças! Pedi perdão a Deus , por ter me envolvido com os mortos e nunca mais os chamei. Digo, hoje, trabalho em uma casa espírita, já tive oportunidade de me comunicar com Marcelo novamente, que me disse que está muito bem, saiu das sombras para dedicar-se à sua evolução espiritual. Isso me alegrou muito.

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